O tratamento com cetamina pode ser uma possibilidade para alguns pacientes com depressão grave, persistente ou resistente aos tratamentos convencionais.
Quero saber se esse tratamento pode ser indicado para mimAlgumas pessoas convivem com sintomas depressivos mesmo após:
A cetamina é uma substância utilizada há décadas na medicina, principalmente como medicamento anestésico. Em doses e protocolos específicos, também passou a ser estudada e utilizada no tratamento de determinados quadros depressivos.
Sua ação ocorre por mecanismos diferentes dos antidepressivos convencionais, envolvendo principalmente o sistema glutamatérgico e receptores relacionados à plasticidade cerebral.
Esse mecanismo diferente pode ser especialmente relevante em casos nos quais os tratamentos tradicionais não produziram a resposta esperada.
Cetamina e escetamina são a mesma coisa?
Não exatamente. A escetamina é uma das formas moleculares derivadas da cetamina e possui apresentação intranasal específica. Já a cetamina pode ser administrada por diferentes vias, conforme o protocolo médico.
A escolha entre cetamina e escetamina depende do diagnóstico, da gravidade, dos tratamentos anteriores, das condições clínicas e da avaliação individualizada.
A presença de depressão não significa que o tratamento será automaticamente indicado. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
O tratamento é estruturado em etapas, com acompanhamento médico antes, durante e após cada sessão.
A experiência varia entre as pessoas. Esses efeitos costumam ser transitórios, mas precisam ser monitorados pela equipe.
Ela pode fazer parte de um plano mais amplo que inclua acompanhamento psiquiátrico, medicações, psicoterapia, sono, atividade física, nutrição e manejo de doenças clínicas.
Quero entender melhorCRM-GO 20.955 | RQE 13.893
Médica psiquiatra com formação em Psiquiatria Intervencionista pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).
Atuação em psiquiatria intervencionista e no acompanhamento de transtornos psiquiátricos complexos e de difícil manejo. O tratamento é realizado com estrutura adequada para monitoramento antes, durante e após as sessões.
Atendimento presencial em Goiânia — Edifício Orion, St. Marista.
Não. A indicação depende do diagnóstico, da gravidade, dos tratamentos anteriores e das condições clínicas. Cada caso precisa ser avaliado individualmente antes de qualquer decisão.
Não. A administração deve ser realizada em ambiente adequado, com acompanhamento profissional e estrutura para monitoramento clínico.
Não é recomendado. O paciente deve organizar transporte e acompanhante, e seguir as orientações da equipe antes de retomar atividades que exijam atenção plena.
Não. Nenhuma medicação deve ser interrompida ou modificada sem orientação médica. Durante a avaliação, será analisada a necessidade de manter ou ajustar o tratamento em curso.
Pode haver orientação de jejum ou restrição alimentar, especialmente para reduzir o risco de náusea. O tempo de jejum e os cuidados prévios serão definidos pela equipe conforme o protocolo utilizado.
Não. Embora alguns pacientes possam perceber mudanças precoces, a resposta não é garantida e varia individualmente. Existem pacientes que apresentam resposta parcial, transitória ou nenhuma resposta significativa.
Não. Quando existe indicação clínica de internação ou atendimento emergencial, a cetamina não substitui essas medidas.
A psicoterapia pode continuar sendo uma parte importante do tratamento. A cetamina integra um plano terapêutico mais amplo e não substitui outros profissionais quando eles são necessários.
O primeiro passo é avaliar cuidadosamente o seu caso, compreender o que já foi tentado e verificar se o tratamento com cetamina pode fazer parte do seu plano terapêutico.