Dra. Gabriela Prado
Psiquiatria Intervencionista

Quando a depressão não responde como esperado, outras estratégias podem precisar ser consideradas.

O tratamento com cetamina pode ser uma possibilidade para alguns pacientes com depressão grave, persistente ou resistente aos tratamentos convencionais.

Quero saber se esse tratamento pode ser indicado para mim
"Isso não significa que não existam outras possibilidades. Para alguns pacientes, pode ser necessário avaliar tratamentos como a cetamina."
Dra. Gabriela Prado

Você já tentou diferentes tratamentos, mas continua sem alcançar a melhora esperada?

Algumas pessoas convivem com sintomas depressivos mesmo após:

  • Utilização de diferentes antidepressivos e ajustes de doses
  • Associação entre medicações
  • Psicoterapia e mudanças de hábitos
  • Acompanhamento psiquiátrico regular
  • Internações ou tratamentos anteriores
  • Melhora parcial que não se manteve

O que é a cetamina?

A cetamina é uma substância utilizada há décadas na medicina, principalmente como medicamento anestésico. Em doses e protocolos específicos, também passou a ser estudada e utilizada no tratamento de determinados quadros depressivos.

Sua ação ocorre por mecanismos diferentes dos antidepressivos convencionais, envolvendo principalmente o sistema glutamatérgico e receptores relacionados à plasticidade cerebral.

Esse mecanismo diferente pode ser especialmente relevante em casos nos quais os tratamentos tradicionais não produziram a resposta esperada.

Cetamina e escetamina são a mesma coisa?

Não exatamente. A escetamina é uma das formas moleculares derivadas da cetamina e possui apresentação intranasal específica. Já a cetamina pode ser administrada por diferentes vias, conforme o protocolo médico.

A escolha entre cetamina e escetamina depende do diagnóstico, da gravidade, dos tratamentos anteriores, das condições clínicas e da avaliação individualizada.

Para quais situações o tratamento pode ser considerado?

A presença de depressão não significa que o tratamento será automaticamente indicado. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

01
Depressão resistente ao tratamento — sem resposta satisfatória após tentativas adequadas
02
Depressão grave com prejuízo funcional importante
03
Resposta insuficiente a diferentes antidepressivos
04
Sintomas depressivos persistentes apesar de acompanhamento adequado
05
Necessidade de uma estratégia terapêutica adicional
06
Alguns casos com ideação suicida, dentro de avaliação e acompanhamento adequados
07
Efeitos colaterais que dificultam a continuidade dos tratamentos convencionais
08
Melhora parcial ou transitória que não se sustenta com os tratamentos em curso

Da avaliação à manutenção

O tratamento é estruturado em etapas, com acompanhamento médico antes, durante e após cada sessão.

01
Avaliação médica detalhada
Diagnóstico, gravidade, tratamentos anteriores, medicações, condições cardiovasculares e neurológicas, pressão arterial, exames laboratoriais, rede de apoio e capacidade de seguir os cuidados antes e depois das sessões.
02
Planejamento do protocolo
Definição da dose, via de administração, frequência e número de sessões conforme as necessidades individuais. Na administração endovenosa, a cetamina é aplicada em ambiente clínico, com o paciente acompanhado e monitorado.
03
Fase de indução
Sessões mais frequentes ao longo das primeiras semanas, com monitoramento de pressão arterial, frequência cardíaca, nível de consciência e tolerância ao procedimento.
04
Avaliação da resposta e manutenção
Monitoramento contínuo dos sintomas, funcionalidade e qualidade de vida. Sessões de consolidação e manutenção quando indicadas, com revisão do plano terapêutico ao longo do processo.

O que o paciente pode sentir?

A experiência varia entre as pessoas. Esses efeitos costumam ser transitórios, mas precisam ser monitorados pela equipe.

Físicos
Sonolência, tontura, náusea, aumento transitório da pressão arterial
Perceptivos
Sensação de relaxamento, alteração da percepção, distanciamento do corpo ou do ambiente, mudanças transitórias na percepção do tempo
Emocionais
Experiências dissociativas, desconforto emocional — avaliados e manejados pela equipe durante toda a sessão
Após a sessão, o paciente permanece em observação pelo período necessário. Recomenda-se acompanhante e não é permitido dirigir ou operar máquinas até liberação da equipe.
Consultório Dra. Gabriela

A cetamina não substitui o tratamento psiquiátrico.

Ela pode fazer parte de um plano mais amplo que inclua acompanhamento psiquiátrico, medicações, psicoterapia, sono, atividade física, nutrição e manejo de doenças clínicas.

Quero entender melhor

O acompanhamento vai além da aplicação

Avaliação psiquiátrica detalhada
Investigação do diagnóstico, tratamentos anteriores e fatores que podem estar dificultando a resposta antes de qualquer decisão.
Planejamento individualizado
Definição de dose, frequência, número de sessões e objetivos terapêuticos específicos para cada paciente.
Monitoramento clínico
Acompanhamento dos sinais vitais, tolerabilidade e possíveis efeitos adversos durante todo o procedimento.
Avaliação da resposta
Monitoramento contínuo dos sintomas, da funcionalidade e da qualidade de vida ao longo do tratamento.
Integração com outros tratamentos
Articulação com psicoterapia, medicações em uso e demais profissionais envolvidos no cuidado.
Planejamento da manutenção
Estratégias para sustentar a melhora e reduzir o risco de recaídas após a fase de indução.
Dra. Gabriela Balduino Guimarães Prado

Dra. Gabriela Balduino Guimarães Prado

CRM-GO 20.955  |  RQE 13.893

Médica psiquiatra com formação em Psiquiatria Intervencionista pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

Atuação em psiquiatria intervencionista e no acompanhamento de transtornos psiquiátricos complexos e de difícil manejo. O tratamento é realizado com estrutura adequada para monitoramento antes, durante e após as sessões.

Atendimento presencial em Goiânia — Edifício Orion, St. Marista.

Psiquiatria Intervencionista Cetamina EMT Difícil manejo

Dúvidas comuns

A cetamina é indicada para qualquer pessoa com depressão?

Não. A indicação depende do diagnóstico, da gravidade, dos tratamentos anteriores e das condições clínicas. Cada caso precisa ser avaliado individualmente antes de qualquer decisão.

O tratamento é realizado em casa?

Não. A administração deve ser realizada em ambiente adequado, com acompanhamento profissional e estrutura para monitoramento clínico.

Posso dirigir após a sessão?

Não é recomendado. O paciente deve organizar transporte e acompanhante, e seguir as orientações da equipe antes de retomar atividades que exijam atenção plena.

Posso suspender meus antidepressivos?

Não. Nenhuma medicação deve ser interrompida ou modificada sem orientação médica. Durante a avaliação, será analisada a necessidade de manter ou ajustar o tratamento em curso.

É necessário jejum antes da sessão?

Pode haver orientação de jejum ou restrição alimentar, especialmente para reduzir o risco de náusea. O tempo de jejum e os cuidados prévios serão definidos pela equipe conforme o protocolo utilizado.

A cetamina garante uma resposta rápida?

Não. Embora alguns pacientes possam perceber mudanças precoces, a resposta não é garantida e varia individualmente. Existem pacientes que apresentam resposta parcial, transitória ou nenhuma resposta significativa.

O tratamento substitui uma internação?

Não. Quando existe indicação clínica de internação ou atendimento emergencial, a cetamina não substitui essas medidas.

É necessário continuar fazendo psicoterapia?

A psicoterapia pode continuar sendo uma parte importante do tratamento. A cetamina integra um plano terapêutico mais amplo e não substitui outros profissionais quando eles são necessários.

Existem outras possibilidades além de repetir as mesmas estratégias.

O primeiro passo é avaliar cuidadosamente o seu caso, compreender o que já foi tentado e verificar se o tratamento com cetamina pode fazer parte do seu plano terapêutico.